terça-feira, 15 de setembro de 2009

Campo de Férias Pré-Jovens - 2009

À procura dos direitos humanos…

Abraços, sorrisos, palavras de amizades, olhos envoltos em lágrimas e o coração cheio de sementes prontinhas a semear. É mesmo assim, a despedida, enche-se de nostalgia e envolve-nos o coração. Para traz, ficou uma semana repleta de alegria, de convivio, de partilha, de formação, de pleno encontro com Deus.
Tudo começou há alguns meses, quando um conhecido, amigo ou familiar, convidou os adolescentes entre os 10 e os 15 anos a participarem no campo de férias que a ACR do Porto organiza todos os anos. Entretanto a ACR foi preparando o encontro trabalhando a melhor maneira de estimular os adolescentes acerca do tema deste ano: Os Direitos da criança.
E foi na Segunda feira, 31 de Agosto, que os caminhos se encontraram: deram entrada na casa, que pertence ao mosteiro de Singeverga em Santo Tirso, 32 crianças provindas de várias paróquias. Malinhas arrumadas e camas escolhidas, estão prontos para se apresentarem, dando assim início a mais uma semana de aventura e reflexão.
Entre trabalhos de grupo, plenários e debates, a Ana Irene estimula as cabecinhas de cada um a descobrir os direitos da Criança. A demanda não é fácil, sobretudo quando se percebe que a criança mesmo ao nosso lado, lá na paróquia, sofre a violação da sua dignidade; mas as repostas vão surgindo à medida que se compreende que Deus nos escolheu para sermos os primeiros a ter deveres para com ela. A ACR é mesmo assim, torna-nos cúmplices do projecto de Deus!
A oração esteve sempre presente e permitia que cada um entrasse em diálogo com Deus. As musicas também se fizeram ouvir em vários momentos, sobretudo a “Canção do Girassol” que se tornou o hino de toda a semana. Tal como a flor que precisa do sol para crescer em profundidade e fecundar, nós precisamos de Deus para crescermos no Amor.
Nos tempos livres, o desporto, os serões com jogos e filmes e as tarefas domésticas ocuparam o seu lugar e ajudaram ao convívio e à descoberta de características de cada um permitindo o natural desenrolar das amizades.
No final, na celebração da palavra, cada um assina o seu compromisso e leva para casa as sementes de girassol que não podem ficar guardadas, mas semeadas em cada coração Amigo.
Joana Ribeiro

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Campo de Férias Jovens - 2009

À procura dos direitos humanos…

Na semana de 24 a 29 de Agosto, realizou-se, em Singeverga, mais um campo de férias, este ano com 16 jovens participantes da diocese do Porto. O tema central foi “Direitos Humanos”, tema com extrema relevância pois apesar de estarem implícitos nos 10 mandamentos e terem sido criados em 1948 (devido aos crimes de barbárie que estavam a ser cometidos na altura), continuamos a assistir, na actualidade, a crimes contra a humanidade que atentam à dignidade, à igualdade, à liberdade e à total realização do ser humano…Assim, durante a semana fomos reflectindo sobre a necessidade de vivermos estes direitos.

Visto que os Direitos Humanos se centram no homem e na sua protecção, começamos por reflectir sobre o ser humano, onde tivemos que construir uma frase que o caracterizasse. Deste trabalho surgiram frases como ”Todo o homem é irmão de Jesus e filho de Deus”, “ Todo o homem é feito à semelhança e imagem de Deus”, entre outras. Neste dia foi-nos sobretudo mostrado o ser especial que é o homem e o papel relevante que possui no planeta. Contudo, esta visão foi contraposta no dia seguinte, pois foram-nos apresentadas algumas imagens onde os direitos humanos estão violados, o que nos fez reflectir… Se o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, como pode ser capaz de cometer tantas atrocidades contra si e contra o que o rodeia?

Também neste dia tentamos responder ao desafio de procurar o rosto de Deus, onde o ponto de partida foram os contornos de um rosto que tivemos que preencher com o que imaginávamos ser o rosto de Deus. Daqui surgiram rostos completados com crianças, idosos, pessoas fragilizadas e até toda a humanidade, mas houve ainda quem dissesse que via o rosto de Deus na Natureza…Percebemos, então, que esta era uma tarefa extremamente difícil, pois o rosto de Deus é uma infinidade de coisas belas que existem…

Na quarta-feira dessa semana reflectimos mais uma vez na aplicação dos Direitos Humanos à nossa volta e vimos que, de um modo geral, todos eram transgredidos: destacamos o direito à liberdade pois, como nos diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos no artigo primeiro, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Relativamente a isto, deparamo-nos com as seguintes questões: a liberdade existe mesmo ou é uma utopia? Será ela algo que nos liberta ou aprisiona? Concluímos que a liberdade é benéfica pois responsabiliza o homem, mas ficamos também com a certeza que “a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro” e que é premente não confundir liberdade com libertinagem.

Um outro direito também bastante debatido foi o direito ao trabalho, pois à nossa volta assistimos muitas vezes a injustiças em relação aos salários dos trabalhadores e à protecção contra o desemprego. Tudo isto gera problemas a nível social, pois as famílias tornam-se incapazes de se sustentarem bem como sustentar os seus bens, levando muitas vezes a vidas sem dignidade. Ainda a propósito da família, falamos no direito à constituição da mesma, mas que esta tem que ser constituída conforme os ditames da natureza. Foi ainda referido o direito à vida e como transgressão a este direito apresentam-se-nos o aborto, o suicídio, o homicídio entre outros. De todo este debate sobre os direitos humanos ficou-nos ainda uma ideia deveras importante: a um direito correspondem sempre vários deveres que temos que cumprir.

Neste dia vimos ainda o filme “A vida é bela”, que foi uma mais-valia para reflexão acerca do tema, pois o filme relata a vida de uma família que é levada para um campo de concentração, onde os prisioneiros são submetidos a trabalhos forçados, tortura e até morte.

No dia 27, quinta-feira, fizemos revisão de vida de um caso próximo de nós onde estavam a ser violados os direitos humanos. De tarde, fizemos uma caminhada do local onde estávamos alojados até ao Convento das Irmãs Beneditinas. Esta caminhada foi efectuada com várias paragens, onde realizamos exercícios acerca do tema, como por exemplo descobrir direitos violados numa sopa de letras, escrever uma carta a alguém importante sobre um direito humano que estava a ser violado, entre outras tarefas. Depois de lá chegarmos ouvimos o testemunho de uma das irmãs, que nos falou da sua vocação.

A sexta-feira foi um dia virado para a interioridade, em que fizemos Lectio Divina sobre a parábola da mulher adúltera. Nesse mesmo dia, fizemos preparação para a confissão, que se seguiu. Durante toda a semana tivemos eucaristia presidida pelo Pe. Marcelino que, aliás, esteve todos os dias presente nos trabalhos. Além dele, contamos também com a presença permanente do seminarista João Pedro, que nos levou a momentos de reflexão dentro e fora dos grupos.

Terminámos a semana com uma celebração da palavra onde ficamos com a seguinte mensagem: somos um presente de Deus, sobretudo para os outros. Nessa mesma celebração fizemos os nossos compromissos, pois partimos para os nossos meios com a certeza de que o campo de férias não terminou naquela semana, mas antes foi o ponto de partida para a longa caminhada que ainda temos que percorrer em A.C.R…

Alexandra Ferreira e Inês Magalhães

Silvares

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Retiro Diocesano - 2009

“(…) Vivei com alegria (…) vivei em paz”


Nos passados dias 21 e 22 de Março, 8 elementos das nossas equipas de jovens e adultos, participaram no retiro Diocesano da ACR, organizado pela nossa Equipa Diocesana. Realizou-se em Betânia, Paredes, um lugar muito apropriado, uma vez que fica um pouco fora do ar da “cidade”, que quase todos temos de respirar todos os dias. O orientador foi o Padre António Augusto, uma pessoa com muitas experiências de vida e muitas histórias para contar.
O tema de sábado foi “Os Sacramentos” e o Padre António levou-nos a reflectir sobre a importância que os católicos, hoje, dão aos sacramentos: de facto, os seus verdadeiros significados perderam-se e só se faz o crisma ou só se baptiza ou mesmo se casa por uma questão de “ficar bonito” e de tradição…! O Padre António partilhou connosco muitas das suas experiências enquanto sacerdote, que nos fizeram pensar e constatar que ainda há muito que nós, ACR, temos para fazer!...
No domingo, e apenas da parte da manhã, estivemos a ouvir o Padre António falar sobre S. José (nesse dia comemorava-se a Festa de S. José) e sobre S. Paulo (o seu trabalho, a sua missão, a sua entrega, … ). Da parte da tarde, participamos na Eucaristia, seguida da procissão em honra de S. José, na qual até participamos activamente!
O retiro terminou às 18h.

O grande desafio que este retiro nos lançou foi o de nos fazermos ao largo (Papa João Paulo II) tal como S. Paulo, e abraçarmos o Cristianismo com todas as forças e vivê-lo, de facto!... Como disse o Padre António a determinada altura, “na Igreja não há desemprego”: “a messe é grande, mas os operários são poucos” (Mt 9, 36).
Uma mensagem também muito importante deste retiro foi a de que temos de aproveitar esta vida terrena, efémera, para sermos felizes: para quê perder uma vida a conquistar títulos, poderes,…? De que nos serve viver na azáfama e na ambição de querer sempre mais alguma coisa?... Valerá isto alguma coisa na outra vida?... “Por fim, irmãos, vivei com alegria (...) vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco.” (II Cor 13, 11).